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Para barrar impeachment, Witzel busca presidente da Alerj

Base aliada do governador foi desmontada na Assembleia; por unanimidade, deputados iniciaram processo de impeachment nesta semana. Governador do RJ, Wilson WitzelREUTERS/Adriano [...]

Por Redação TNews 12/06/2020 às 23:32:48
Base aliada do governador foi desmontada na Assembleia; por unanimidade, deputados iniciaram processo de impeachment nesta semana. Governador do RJ, Wilson Witzel

REUTERS/Adriano Machado

Para barrar o processo de impeachment que avança na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o governador do Rio, Wilson Witzel, vai procurar na próxima semana o presidente da Casa, André Siciliano (PT).

Segundo o blog apurou, o governador argumenta que não pode ser julgado politicamente antes de um desfecho na Justiça a respeito das acusações de desvios na área da Saúde, durante a pandemia do coronavírus.

Nos últimos 15 dias, Witzel procurou algumas vezes Siciliano, mas não conseguiu um encontro com o presidente da Alerj.

Witzel sofreu uma derrota acachapante na Alerj: por unanimidade, a Casa abriu o processo de impeachment contra o governador nesta semana.

Na avaliação de fontes aliados ao governador, se não houver novas operações policiais, como a que fez buscas na sua residência oficial, o governador acredita ter mais chances de sobreviver ao processo de impeachment.

O problema, argumentam, é que o governador desmontou a base aliada que foi formada na Alerj pela articulação do ex-secretário Andre Moura, demitido por Witzel no final de maio.

Sem base, Witzel tenta agora se aproximar de parlamentares e diz que apresentará uma defesa técnica. Deputados da Alerj afirmam que o governo acena com cargos, mas fontes do governo Witzel afirmam que os partidos na Alerj já ocupam cargos no governo.

Como parte da nova estratégia política, Witzel também evita esticar a corda na briga pública com Jair Bolsonaro e o filho, Flavio Bolsonaro, para sinalizar diálogo aos aliados do Planalto na Alerj, mas o governo federal não quer aproximação com o governador do Rio, que acusam, entre outras coisas, de ter pretensões eleitoral em 2022 e ter vencido em 2018 na carona da popularidade do presidente Bolsonaro.

Fonte: G1

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